O Conteúdo Sem Estrutura é Ruído
Ensaio #1 | GEELY
As empresas contemporâneas gastam milhões a produzir o que designam por "conteúdo". Textos de blogue massivos desenhados especificamente para atacar palavras-chave, infográficos que ninguém visualiza de perto, discursos corporativos transcritos numa página de *Sobre*. A crença é sempre a mesma: se publicarem sem cessar, eventulamente dominarão uma "categoria". A verdade matemática, no entanto, é fria e implacável: deitar letras num mar sem forma não constrói um barco. É apenas a deposição de ruído.
A base deste erro parte do facto de isolarem "conteúdo" como algo solto de tudo o resto. Um texto apenas funciona perfeitamente quando se insere metodologicamente numa grelha, numa cadeia interligada onde a semântica, as ligações internas (mapa de rotas) e a arquitetura das árvores do site suportam o dito material visual. A criação de pedaços atómicos que não conseguem estabelecer um grafo lógico perante as máquinas, torna-os lixo orgânico ignorado pelas bases de dados modernas.
Onde a nossa filosofia frisa a importância disto, recuamos ao Manifesto base da GEELY. Resideção temporal antes da produção escalada do volume. Os recursos das marcas esfumam-se e tornam-se insonsos face à nova IA (explicações sistémicas sobre a Arquitetura). Precisamos, por consequência, de parar de criar peças rasas de preenchimento, e investir em monumentos estáticos, hiperconectados tecnicamente aos pilares das marcas.